Acontece que hoje ao acordar senti que meu dia seria vazio, o vento visitava as casas mas ninguém abria as portas para ele, as luzes ainda estavam acesas como se espantassem o rastro da noite que se acabava, o canto do galo era triste por não ver o sol que se camuflou em um céu cinzento.
Os cachorros latiam como se houvesse intrusos nas casas, o cheiro cru de café exalava nas casas, as pessoas que transitavam pelas ruas, de cara fechada, ainda sonolentas, pareciam programadas para outro dia árduo.
O caminho da escola cheirava a cigarro e gasolina, os alunos com seus perfumes faziam rodas para conversar, coisas que não fazem sentido, mas são interessantes para não ver o tempo passar; toca o sino, entram todos como um grande formigueiro.
Entro em um local sujo, de paredes riscadas, chão marrom, me sento em um banco frio, o professor ao longe decifra códigos que diz poder me ajudar futuramente.
E é assim minha manhã, desordenada e fora de seu comum, como mais um dia que voltou a repetir.
Herique De Arietis
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