Acredito que todo o meu stress, surtos, psicoses e depressões repentinas não se passe nada menos nada mais que a ausência de sentimentos. Não que eu queira dizer que sou um corpo morto ou que sou uma pessoa frívola... mas que não consigo sentir mais a euforia e arrepios que os sentimentos trazem, eles apenas me impulsionam me deixando desnorteado, sem saber o porquê de estar assim ou o que me causou isto. E sabe o que é pior? É que assim eles me descontrolam, me dominam, e me tornam alguém extremamente sensível aos fatos e desejos. Quando o que eu mais queria era apenas sentir desejo em se ter um sentimento maior. Um sentimento que me arrebatasse para algo além de mim.
sábado, 2 de novembro de 2013
terça-feira, 26 de junho de 2012
Prazer sonâmbulo
Adormeci, sonhei... sonhei com você.
Teu corpo nu, encostado ao meu, me envolvia; tua pele acariciava a minha num abraço quente,
despertando o fogo que arde em mim.
Nossas bocas colaram-se em beijos molhados
minhas mãos percorrem teu corpo sentindo teu calor.
Estou olhando nos seus olhos e vi o teu desejo. Minha língua seguiu teus contornos, te fez sentir, arrepiar, gemer... Nossos corpos entrelaçados dançaram ao som do prazer até a exaustão.
Adormeci, sonhei... sonhei com você.
Tua cabeça repousava no meu peito, adormecestes comigo.
Pena que tudo não passou de um sonho...
Leonardo Alves
sábado, 3 de março de 2012
Regresso
Quando eu quis amar você, você apenas sorriu para mim, perguntou-me como eu estava, quis saber sobre o meu dia, como eu estava, eu estava bem... até perto daquele dia.
Quando eu quis conhecer você, você brincou comigo, disfarçou o seu sorriso em um assunto alheio, não me respondeu quem era você, falei a você sobre mim, e que o tempo estava se perdendo... perdido até ali.
Quando virei seu amigo, você quis ouvir minha voz, quis me levar pra sair, um presente quis me dar, poesias sobre a lua e seu sentimento quis me citar, mas não estou bem, não posso mais ser seu amor, o teu coração não me quis naquele tempo, um tempo que se perdeu por este momento.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Ultimo desejo.
Quando este dia chegar, venha até a mim, pegue minha mão, me convide para jantar e me chame de amor. No caminho me mostre as estrelas, diga que o nosso amor é infinito, correremos juntos pelas ruas e cairemos no chão, você ficará sério, mas logo começará a rir do meu rosto vermelho de vergonha, aí então chegaremos no restaurante.
Eu não saberei o que pedir, e deixarei que você escolha, e quando ficarmos a sós ali, iremos rir dos casais apaixonados, dos egoístas solitários e dos amantes perdidos que ali estão, quando servirem a mesa, não me olhe sério se eu me atrapalhar com aqueles talheres espalhados, mas ria de mim, me chame de bobo, me ensine a usa-los.
Quando este dia chegar, me leve para sua casa, iremos fazer amor como só aqueles que realmente se amam sabem fazer. E quando adormecermos, lembre-se que terei partido assim que brilhar o sol, pois o meu dia se acabou, e não estarei mais aqui com você.
Henrique de Arietis.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Replay
Acontece que hoje ao acordar senti que meu dia seria vazio, o vento visitava as casas mas ninguém abria as portas para ele, as luzes ainda estavam acesas como se espantassem o rastro da noite que se acabava, o canto do galo era triste por não ver o sol que se camuflou em um céu cinzento.
Os cachorros latiam como se houvesse intrusos nas casas, o cheiro cru de café exalava nas casas, as pessoas que transitavam pelas ruas, de cara fechada, ainda sonolentas, pareciam programadas para outro dia árduo.
O caminho da escola cheirava a cigarro e gasolina, os alunos com seus perfumes faziam rodas para conversar, coisas que não fazem sentido, mas são interessantes para não ver o tempo passar; toca o sino, entram todos como um grande formigueiro.
Entro em um local sujo, de paredes riscadas, chão marrom, me sento em um banco frio, o professor ao longe decifra códigos que diz poder me ajudar futuramente.
E é assim minha manhã, desordenada e fora de seu comum, como mais um dia que voltou a repetir.
Herique De Arietis
Cinzas
Pessoas muito queridas, que em sua presença, deixaram que o sonho que já tiveram, subisse tão alto às suas cabeças, passando de apenas um sonho a ser conquistado, à uma ilusão para os seus dia-a-dias.
O calor evaporou todas as lágrimas, angustias e cicatrizou as feridas abertas.
Também deixei corroer você, sim, você que um dia me amou e agora não há mais nada de você em mim, sinto apenas um vazio imenso, a sensação de algo perdido, algo que não se preenche mais: O AMOR QUE FOI ESQUECIDO.
Henrique de Arietis
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