sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ultimo desejo.


 
Quando este dia chegar, venha até a mim, pegue minha mão, me convide para jantar e me chame de amor. No caminho me mostre as estrelas, diga que o nosso amor é infinito, correremos juntos pelas ruas e cairemos no chão, você ficará sério, mas logo começará a rir do meu rosto vermelho de vergonha, aí então chegaremos no restaurante.
Eu não saberei o que pedir, e deixarei que você escolha, e quando ficarmos a sós ali, iremos rir dos casais apaixonados, dos egoístas solitários e dos amantes perdidos que ali estão, quando servirem a mesa, não me olhe sério se eu me atrapalhar com aqueles talheres espalhados, mas ria de mim, me chame de bobo, me ensine a usa-los.
Quando este dia chegar, me leve para sua casa, iremos fazer amor como só aqueles que realmente se amam sabem fazer. E quando adormecermos, lembre-se que terei partido assim que brilhar o sol, pois o meu dia se acabou, e não estarei mais aqui com você.



Henrique de Arietis.

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